terça-feira, 26 de julho de 2011

Avanços e desafios nos 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente

Avanços e desafios nos 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente

Brasília, de julho 2011 – Desde sua aprovação em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente tem contribuído de forma decisiva para o Brasil avançar na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes no País. Exemplo desse avanço é a taxa de mortalidade infantil (crianças menores de 1 ano de idade). De acordo com os dados da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa), a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1, em 1990, para 19 óbitos para cada mil nascidos vivos, em 2008, uma redução de quase 60%. Na área da Saúde, a taxa de incidência de aids entre crianças menores de 5 anos caiu de 6 por 100 mil, em 1997, para 3 por 100 mil em 2009. Da mesma forma, a taxa de incidência de aids entre crianças e adolescentes (0 a 17 anos) caiu, no mesmo período, de 2,2 para 1,8 por 100 mil.
Na área do Registro Civil, também registram-se avanços. De 1999 a 2009, segundo dados do IBGE, o percentual das estimativas de sub-registros caiu de 20,7% para 8,2%. Ainda segundo o IBGE, entre as crianças de 1 ano, 97,1% estão registradas. Já entre aquelas entre 2 e 10 anos, esse percentual salta para 98,7%.
Na área da Educação, observam-se expressivos avanços nesses últimos 20 anos. Isso é fruto de uma série de conquistas. Em 2007, foi aprovada a lei que criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), dando a possibilidade de os municípios financiarem a educação infantil. Somado a isso, foi aprovada, em novembro de 2009, a emenda constitucional que amplia os recursos da educação e assegura a obrigatoriedade do ensino a crianças e adolescentes de 4 a 17 anos. Essa emenda deverá ser totalmente implementada até 2016.
O percentual da população de 7 a 14 anos não alfabetizada, por exemplo, caiu de 9,8% em 2004 para 6,8% em 2009; o que representa uma queda de mais de 30%, em todo o Brasil. As regiões Norte e Nordeste acompanham essa tendência com quedas, respectivamente, de 14,7% para 10,1%, e de 18,5% para 11,8%, no mesmo período – o que representa, em ambos os casos, melhorias superiores à média brasileira e, consequentemente, uma redução da iniquidade. Em relação ao ensino médio, a taxa de frequência líquida subiu de 18,5%, em 1992, para 50,9%, em 2009, o que significa um crescimento de 175%. No ensino fundamental, também houve aumento da taxa de frequência líquida, que subiu de 81,4% para 91,1%.
Outro avanço que é importante destacar nas comemorações do Estatuto é a construção do plano decenal para a defesa dos direitos da infância. Esse plano foi elaborado com a participação da sociedade.
Apesar de, em termos gerais, os indicadores sociais brasileiros apresentarem melhoras significativas nas médias nacionais, existem ainda importantes desafios quando se observam as realidades regionais. Como exemplo das iniquidades brasileiras que ainda persistem, no Nordeste, a taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos, de 32,8 óbitos para cada mil nascidos vivos, continua bem acima da média nacional de 22,8 por mil – mesmo tendo sido registrada uma redução de mais de 60% na região entre 1990 e 2007.
O desafio da violência – Em relação à violência, os dados oficiais demonstram uma leve tendência de aumento na taxa de homicídios de crianças e adolescentes (10 a 19 anos) entre 2000 e 2008, passando de 22,2 para 23 mortes em cada grupo de 100 mil pessoas da mesma faixa etária em todo o Brasil. Esse indicador é preocupante quando observamos as diferenças da taxa entre as macrorregiões do País. Enquanto, durante o mesmo período, na Região Sudeste, o indicador caiu de 34,4 para 19,2, no Nordeste, subiu de 13,7 para 26,4 mortes por homicídio de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos para cada 100 mil pessoas da mesma idade. Essa região possui o mais alto índice de homicídio nessa faixa etária.
Os homicídios representam 46% de todas as causas de mortes dos cidadãos brasileiros na faixa etária de 12 a 18 anos, segundo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). O estudo avaliou 267 municípios do Brasil com mais de 100 mil habitantes e chegou a um prognóstico alarmante: estima-se que o número de adolescentes assassinados entre 2006 e 2012 pode chegar a 33 mil se não mudarem as condições que prevalecem nessas cidades, onde o estudo foi realizado.
O IHA revela ainda iniquidades que aumentam as chances de um adolescente ser vítima de homicídios. Por exemplo, os adolescentes negros têm quase três vezes mais chance de morrer assassinados do que os brancos. O Índice foi desenvolvido no âmbito do Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens, uma iniciativa coordenada pelo Observatório de Favelas e realizada em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Postado por: Robson Ricardo

UNICEF BRASIL VAGAS EM SALVADOR

UNICEF BRASILANÚNCIO DE VAGA # BRZ/2011/014Interna e ExternaDas Nações Unidas para Infância (UNICEF), Organização líder mundial trabalhando paraos direitos das crianças, está convidando aplicações para esta posição:TÍTULO POST / não.(National Categoria Officer)NÍVEL DEVER ESTAÇÃO CONTRATO TIPO DATA LIMITEGabinete da Zona chefe(Post. 6913)NOD Termo Salvador Fixa 31 de julho de 2011Objetivo: Sob a supervisão técnica da Vice-Representante e políticasupervisão do representante, o Gabinete da Zona Chefe é responsável pelaa) coordenar UNICEF cooperação, ou seja, representação política eadvocacia, programa, comunicação, construção de parcerias eoperações da UNICEF nos Estados da Bahia e Sergipe; b) planejamento,implementação, monitoramento e avaliação do Programa no Paísos Estados no âmbito dos resultados esperados para a corretauso de recursos UNICEF, e para o pessoal e escritório de segurança mínimanormas; c) coordenar a mobilização de recursos (incluindo PL & M ePSFR - Alianças Corporativas), nos Estados da Bahia e Sergipe, sob aapoio técnico do Gerente de Mobilização de Recursos.Mínimo qualificações, 
Requisitos:Competências:Educação:Avançados diploma universitário em qualquer uma das seguintes áreas: Ciências Sociais,Economia, Administração Pública, Relações Internacionais, NegóciosAdministração em Saúde Pública, Educação, ou outros campos relacionados com o trabalhoda UNICEF.Experiência de trabalho:Oito anos de experiência profissional em planejamento e administraçãode programas de desenvolvimento social e gestão de recursos humanos, financeirose recursos materiais a nível nacional e internacional, quatro anosdas quais deve ser nos países em desenvolvimento.Proficiência:Fluência em Português e Inglês. Activo espanhol.Nacionalidade: Os candidatos devem ser nacionais do Brasil.Competências essenciais: Comunicação, Trabalho em equipe, Drive deResultados. Competências funcionais: Formulação de Estratégias e Conceitos,Análise, de liderança e supervisão, Relativos & Networking, Persuadir eInfluenciando, Criação & Inovando. Valores Essenciais: Integridade, Comprometimento,Diversidade e Inclusão. Oferecemos:Como aplicar:Salário competitivo, seguro médico, fundo de pensão e outros benefíciosno âmbito das Nações Unidas / UNICEF Regras e Regulamentos.Candidatos externos: as candidaturas devem ser apresentadas em Inglês e seráconsiderado apenas se for acompanhado por uma carta de motivação, um CV atualizado eFormulário de História Pessoal das Nações Unidas (P.11), que pode ser baixado de nossoshttp://www.unicef.org.br site, clicando em "Quem Somos" esobre "Oportunidade de Emprego".Candidatos internos: As candidaturas devem ser apresentadas em Inglês e seráconsiderado apenas se for acompanhado por carta de motivação, CV atualizado e P.11e dois relatórios de avaliação de desempenho atualizados.Por favor, envie a sua candidatura para hrbrasilia@unicef.org sob o título VN/BRZ/2011/014Chefe da Zona Escritório Salvador.Critérios de avaliação: Qualificados candidatos pré-seleccionados serão avaliados por meio de baseada em competências entrevista. Avaliações escritas também pode ser aplicada, conforme determinado pelo o Painel de Seleção.UNICEF acolhe candidaturas de mulheres e homens qualificados de quaisquer grupos étnicos.Os candidatos serão tratadas independentemente de religião, status social, idade e status HIV.UNICEF é um ambiente livre de fumo. Informações adicionais sobre o pós processo de seleção, e condições de trabalho, e cartas pesar só será fornecido para candidatos pré-selecionados.


Postado por : Robson Ricardo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Bullying será tema de encontro



A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, através do Centro de Educação em Direitos Humanos J.J. Calmon de Passos (CEDH), vai realizar nos dias 26 e 27, das 14h às 18h, no auditório Pedro Milton de Brito, a III Jornada em Direitos Humanos.

O Centro de Educação em Direitos Humanos J.J. Calmon de Passos (CEDH), órgão vinculado à Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, irá promover nos dias 26 e 27, das 14h às 18h, a III Jornada em Direitos Humanos – o bullying e a tutela dos direitos humanos, no auditório Pedro Milton de Brito, na SJCDH.
Servidores estaduais, representantes da sociedade civil organizada, pedagogos, professores, estudantes, juristas e cidadãos interessados no tema irão discutir as causas e os caracteres do bullying no âmbito das relações sociais, a fim de embasar a formulação e a execução de políticas públicas capazes de mitigar a sua manifestação, protegendo, assim, os direitos humanos e a dignidade dos cidadãos.
Durante a III Jornada em Direitos Humanos, os seguintes temas serão abordados: o bullying e a violação dos direitos humanos; o bullying e a proteção constitucional da dignidade da pessoa humana; o bullying e a responsabilidade civil por danos morais; a criminalização do bullying e seus aspectos penais; o bullying e os direitos da personalidade; o bullying e as relações laborais; e o bullying e a efetividade do estatuto da criança e do adolescente.
Experiente na área de Direitos Humanos, Relações Étnico/Raciais e Segurança Pública, o secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, fará a Conferência Magna, no dia 27, sobre “O bullying e a afirmação dos direitos humanos”.
Os interessados devem realizar as inscrições, gratuitamente, direto no CEDH, através do e-mail cedhap@sjcdh.ba.gov.br ou joelma@sjcdh.ba.gov.br ou no telefone (71) 3117-6911. Ao final do evento, os participantes irão receber certificado com carga horária de 08 horas.
Programação
26 de Julho
14h – Abertura dos trabalhos Dr. Samuel Soares - Chefe de Gabinete da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos;
14h10 – O bullying e a violação dos direitos humanos Dra. Alda Pêpe - Educadora e Professora Universitária;
15h – O bullying e a proteção constitucional da dignidade da pessoa humana Dra. Luana Rosário - Advogada e Professor Universitário;
16h - O bullying e a responsabilidade civil por danos morais Dr. Leonardo Vieira - Advogado e Professor Universitário;
17h – A criminalização do bullying e seus aspectos penais Dr. Fabiano Pimentel - Advogado e Professor Universitário;
27 de Julho
14h - O bullying e os direitos da personalidade Dr. Luciano Figueiredo - Advogado e Professor Universitário;
15h – O bullying e as relações laborais Dra. Rosangela Rodrigues - Procuradora do Trabalho;
16h – O bullying e a efetividade do estatuto da criança e do adolescente Dra. Edna Sara - Promotora de Justiça da Infância e da Juventude;
17h - Conferência Magna de Encerramento: o bullying e a afirmação dos direitos humanos Dr. Almiro de Sena Soares Filho - Secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.

Postado por : Robson Ricardo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A IRREGULARIDADE DO SINDAP

Diretores do SINDSEBA, ficaram se perguntando.... !
Porque o Sindap ( Que se diz representar a categoria ), não consegiu  homologar a rescisão dos Trabalhadores do Sistema  Socioeducativo no Ministério do Trabalho e Emprego ?

A resposta a se dar para os Socioeducadores é que o Sindap está devidamente,                                 
                                IRREGULAR !!!!!!!

Agora temos um Sindicato que representa a categoria, que ficou por mais de 5 anos desassistida...........

                                     S I N D S E BA
 Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Socioeducativo do Estado da Bahia

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sind-Degase inicia movimento para unir categoria de todos os Estados

O Sind-Degase começou a fazer contato direto com as demais
representações de servidores que atuam na àrea socioeducativa em todo
País. Os primeiros a serem visitados foram as representações do Paraná
e de Santa Catarina.
No Paraná o sistema socioeducativo é representado pelo SINDSEC-PR
(Sindicato dos Servidores da Secretaria da Criança e da Juventude). O
presidente é o agente socioeducativo Mário César Monteiro.
Em Santa Catarina a representação é exercida pelo SINTESPE-SC
(Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público). O presidente é Mário
A. da Silva, mas como é um sindicato que representa todos os
servidores público daquele Estado, o diretor, que representa a
categoria é diretamente ligado à área. Sebastião T. Amorim é agente
socioeducativo.
Ambos os representantes concordam que há necessidade de um encontro
nacional para que as representações, juntas, possam obter vitórias
comuns a todos servidores socioeducativos em todo o País.
Entre as inúmeras necessidades, estão a regulamentação profissional da
função de agente socioeducativo, o porte de arma e a aposentadoria
especial.
— A intenção é tentar visitar o máximo de sindicatos em vários Estados
para melhor preparar o encontro nacional e, aí sim, começar juntos a
lutar por todas nossas questões comuns — Ressaltou Marcos Aurélio.



Pesquisado por : Anselmo Bello (Diretor Jurídico)
Postagem : Robson Ricardo

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CONVOCAÇÃO PARA FUNDAÇÃO DO SINDICATO

COMISSÃO PRÓ-FUNDAÇÃO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SISTEMA SÓCIOEDUCATIVO DO ESTADO DA BAHIA

Convocamos todos Trabalhadores do Sistema

Sócioeducativo do Estado da Bahia, para Assembléia Geral

Extraordinária  a ser realizada no dia 09 de Julho de 2011,

na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação

do Estado da Bahia  (APLB), localizado à Rua Francisco

Ferraro, 45 Nazaré, próximo ao Colégio Central, em

primeira convocação às  9:00 horas e às 9:30 horas  a

segunda convocação, tendo como pauta :  Fundação do

Sindicato, apreciação e aprovação do estatuto, eleição e

posse da diretoria e membros do conselho fiscal.
       
Contatos: 99517659 / 88676466 / 82567660

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO DO ESTADO DA BAHIA

A função do Socioeducador é ser agente de transformação. Cabe a ele, auxiliar na organização dos desejos e necessidades da população com a qual trabalha. Ele se constitui como referência para a comunidade, participando da estruturação do movimento popular a partir do seu trabalho com  crianças e adolescentes. Sua função não se restringe ao trabalho com os grupos, mas amplia-se para as famílias e a comunidade em geral.
O Socioeducador é quem convive diretamente com a real situação nacional de crianças e adolescentes, que crescem e desenvolvem-se nas ruas e dão seguimento a este grave problema de ordem pública, formando outras famílias que passarão pelas mesmas dificuldades.
Os  Socioeducadores são capazes de deixar legados, de fazê-los refletir sobre o caminho certo a seguir, de incentivar a transformar suas vidas, promover cidadania, aumentar sua autoestima, e principalmente acompanhá-los na travessia da marginalidade à reintegração social.
Estamos sempre atuando com adolescentes e crianças, independentemente do sexo, religião, estado físico ou mental.
Ser um Socioeducador não é uma função apenas, é muito mais que isso! Passa a ser um dom, um ministério, uma missão que é exercida 24h por dia, pois está no coração, na generosidade e na troca vivenciada diariamente.
Por fim, o Socioeducador é um mediador comprometido com a formação integral destas pessoas e com sua interação e reintegração com a família e a sociedade.
Não nascemos Socioeducadores, aprendemos e adquirimos qualidades para o desenvolvimento de nosso trabalho, todos os dias, com essa população que atendemos, acolhemos, confortamos e animamos, mas que infelizmente cada vez cresce mais.



Texto elaborado por Robson Ricardo 

COLABORADORES DO MOVIMENTO:

SAMUEL NONATO

JAQUELINE MACHADO

LUDMILlA LACERDA

CTB ( Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil )

quarta-feira, 29 de junho de 2011

MENORES INFRATORES AGRIDEM SOCIOEDUCADORES DURANTE FUGA




Adolescentes internados no centro de socio educacional Aquiry, localizada na estrada Apolonio Sales (Pousada do menor) realizaram um motim no final da tarde desta quarta-feira, 08, em uma tentativa de fuga que resultou com a fuga de um interno e três agentes socioeducadores feridos.
De acordo com informações o presidente do Instituto sócio educativo, Dimas Sander apesar de saber do número reduzido do efetivo de agentes sócioeducadores determinou que na tarde de quarta-feira, 15 adolescentes que cumprem medidas sócio educativas participassem de uma programação de campo (recreação), e três agentes foram destinados a acompanhar os menores a um campo de futebol na área externa dos alojamentos.
Os adolescentes aproveitaram o número inferior de agentes que por força da Lei não podem usar armas decidiram realizar um motim que começou na tentativa de fazer os agentes reféns e tomar o rádio comunicar para que não chamassem por socorro.
Os menores se dividiram em grupos e passaram a correr atrás de um agente para tomar o rádio de comunicação enquanto outro grupo foi a uma Escola que fica ao lado do campo, onde quebraram as carteiras e usaram a madeira para agredir os outros dois agentes.
Sem armas os agentes foram obrigados a se defender apenas com as forças dos braços. Durante a luta com os menores um agente conseguiu chamar reforço que demorou cerca de 20 minutos tempo suficiente para um adolescente conseguir pular o muro e fugir.
“a partir daí travou-se uma verdadeira briga generalizada, de um lado os menores armados de com pedaços de madeiras do outro nos os agentes socioeducadores nos defendendo apenas com as mãos. Não aconteceu uma tragédia por que a Polícia Militar chegou a tempo de evitar que os menores matassem um dos agentes” afirmou o socioeducador.
Após o motim ser controlado os menores foram encaminhados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente – DEPCA. Está é a segunda fuga registrada nas unidades socio educacional, que abriga menores infratores que cumprem medidas sócio educativas.
Na última terça-feira,07, nove adolescentes da unidade próximo ao Hospital Santa Juliana realizaram fuga após quebrarem as grades e renderem um agente socioeducador.
Os agentes reclamam do número reduzido de sócio educador para prestar segurança a um número quatro vezes acima das condições.

“Infelizmente estamos em contagem regressiva para acontecer uma tragédia, já reivindicamos, já foi documentado que o número de agentes sócios educadores é insuficiente nas unidades que cuidam de menores infratores, mas até agora ninguém tomou providências, ao contrário obrigam os agentes a desenvolver atividades sociais que é um direito dos adolescentes, mas que coloca em risco de morte os agentes” declarou um sócio educador que pediu para não ser identificado.

“Estamos sentados em cima de um barril de pólvora e todas as autoridades são conscientes das dificuldades, mas nenhuma toma uma providência” disse outro.



















 Fonte: Ecos da Noticia
Postagem : Robson Ricardo



Comunidade feirense em caminhada no combate à violência contra crianças e adolescentes

Caminhada
A caminhada em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Infanto-juvenil reuniu milhares de pessoas na avenida Getúlio Vargas, na tarde desta quarta-feira (18/05).
Entidades civis, organização não governamentais, autoridades e demais representantes de órgãos envolvidos no combate à violência contra crianças e adolescentes seguiram em direção ao Paço Municipal alertando à comunidade para a importância de atuar na luta contra atos que comprometam a integridade física e moral de menores.
Conforme o diretor da Comunidade de Atendimento Sócio-Educativa (Case) Juiz Melo Matos, Pablo Roberto Gonçalves, Feira de Santana mantém uma média de registro de ocorrências.
“Este ano já foram registrados 31 casos entre abuso e exploração infanto-juvenil. Então, este é o momento que a sociedade tem para interagir com toda a rede de proteção ao menor chamando a atenção para a necessidade de prevenir e denunciar casos desse tipo”, ressalta Pablo Gonçalves.

Para o secretário de Prevenção a Violência e Promoção dos Direitos Humanos, Mizael Freitas, a parceria entre a sociedade e o poder público é indispensável para o êxito da campanha.
“Estamos atuando com o propósito de sensibilizar e conscientizar todos os indivíduos para agirem em prol da proteção dos menores, evitando qualquer tipo de situação que facilite a exploração e agressão contra crianças e adolescentes”, declarou.
Sociedade Mobilizada
O prefeito Tarcízio Pimenta conclamou a sociedade feirense a se mobilizar denunciando casos de abuso, exploração e agressão.
“Precisamos nos manter em estado de alerta para combater esse tipo de crime. Vamos continuar empenhados nessa causa, desenvolvendo ações e investindo no social para melhorar a vida das pessoas e, desta forma, combatendo esse tipo de barbaridade”, afirmou.
Centenas de crianças da rede municipal de ensino participaram da caminhada
O juiz Walter Ribeiro da Costa, titular da Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana, destacou a necessidade de manter a sociedade informada das conseqüências que a prática da violência gera na população infanto-juvenil.
“Estas práticas geram em suas vítimas traumas irreparáveis. O cidadão que sofre abuso ou agressão ele está sujeito a não conseguir estabelecer relacionamentos de ordem amorosa, familiar e até mesmo profissional", afirmou.
O titular da Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana, informou ainda que são "desenvolvidas no Município atividades educativas, com a capacitação de empresários e demais profissionais visando expurgar esse tipo de crime”.
O ato contou, ainda, com a participação de estudantes da rede municipal de educação, Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselhos Tutelares, Juizado da Vara da Infância, Centro de Referência Maria Quitéria (CRQM), Parlamento Juvenil, CREAS Santa Mônica, CREAS Kalilândia, CREAS Lagoa Grande, SEST/SENAT, equipe do Serviço DST/HIV/AIDS.
Também estiveram presentes os prepostos da Guarda Civil Municipal, Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), Polícia Militar, além dos secretários municipais de Educação, José Raimundo Pereira de Azevedo; Comunicação Social, Fabrício Almeida; Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio; Planejamento, Carlos Brito, e Transportes e Trânsito, Flailton Frankles.
Postagem : Robson Ricardo
 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Convidamos os Trabalhadores do Sistema Socioeducativo do Estado da Bahia, a participarem do desfile da Independência da Bahia (2 de Julho), no qual estaremos divulgando de forma ampla para sociedade a nossa missão.


Local de Concentração : Posto de gasolina da Lapinha
Dia : 02/07/2011
Horário :  07: 30


Maiores Informações : Carmelo Suzarte : 81094977
                                           Robson Ricardo : 88068177 
                                           Cunha : 88924383

terça-feira, 21 de junho de 2011

SINASE (SistemaNacional de Atendimento Socioeducativo)


SINASE – Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo

sinaseA criação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) é um importante produto da construção coletiva por diversos segmentos da sociedade em prol da garantia de direitos de crianças e adolescentes. A apresentação do Sinase pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e pelo Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) se deu em 2006, em comemoração aos 16 anos de
publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
No processo de construção deste Projeto de Lei, deu-se centralidade às formas de enfrentamento às situações de violência em que adolescentes são autores do ato infracional ou vítimas de violação de direitos no cumprimento
de medidas socioeducativas, tema que tem mobilizado a opinião pública, a mídia e a sociedade brasileira de maneira geral.
O Sinase prevê normas para padronizar os procedimentos jurídicos que envolvem crianças e adolescentes, que vão desde a apuração do ato infracional à aplicação das medidas. Neste sentido, prioriza a aplicação das medidas em meio aberto por partir da constatação que as medidas restritivas de liberdade não têm melhorado substancialmente a inclusão social daqueles que retornam dos sistemas socioeducativos.
Com esse Sistema, a semiliberdade e a internação em estabelecimento educacional devem ser excepcionalidade, o que ainda não tem efetivamente ocorrido devido, entre outros fatores, à falta de estrutura nos serviços de atendimento. Este problema, por sua vez pode ser trabalhado por meio de articulações em rede, como já acontecem em municípios como Codó, e que têm mostrado bons resultados na efetivação de direitos de crianças e adolescentes.

Postagem : Robson Ricardo

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Crianças e Adolescentes em situação de rua na cidade de Salvador

O site guiadedireitos.org publicou um artigo evidenciando o descaso da Família e do Estado com as Crianças e Adolescentes em Situação de rua, salientando o que diz respeito ao Art. 4ª do Estatuto da Criança e do Adoslescente, assim como diversas Convensões Internacionais que versam sobre o assunto.

Art. 4° - É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. 

Estatuto da Criança e do Adolescente

A alarmante condição de crianças e adolescentes vivendo em situação de rua viola todo o ideal de dignidade humana e confronta as legislações vigentes não só em território brasileiro, mas também nas mais diversas convenções internacionais que lutam pela defesa dos direitos humanos. É desumana e cruel a situação de meninos e meninas que tem nas ruas o espaço de trabalho, vivência e desenvolvimento. É levando em consideração o direito prioritário das crianças e adolescentes a uma estruturada e harmoniosa vida familiar, à educação, à plena formação social e ao livre exercício de usufruir a juventude, que podemos atribuir a toda sociedade o dever de zelar por aqueles que ainda não completaram seu desenvolvimento psíquico, cultural, emocional e físico. Em especial quando tais jovens encontram-se em situação de abandono, exploração e perigo.
A Constituição Federal brasileira e o Estatuto da Criança e do Adolescente deixam claro que as crianças e adolescentes são, antes de tudo, sujeitos de direitos que devem contar com a prioridade absoluta das políticas e planejamentos sócio-econômicos. Dessa forma, as pessoas que ainda não atingiram a maioridade têm total primazia em atendimentos de socorro, proteção e serviços públicos em geral. As famílias têm obrigação de se esforçar ao máximo para a plena formação daqueles que ainda não se desenvolveram completamente. Uma vez que isso não aconteça, não importando o motivo, é obrigação do Estado zelar e cuidar dessas crianças e adolescentes, proporcionando-lhes um completo atendimento emocional, social, comunitário e educativo. 

Situação de Rua

A desestruturação familiar, a falta de investimento estatal em políticas sócio-educativas, o abandono, o falecimento dos pais, o abuso e a fome são alguns dos motivos que levam diariamente milhões de crianças e adolescentes a se exporem ao risco de viver sem qualquer amparo. É importante entender a complexidade do assunto e não culpar a criança de rua por sua situação. Os jovens em situação de rua, assim como qualquer outra criança e adolescente, não têm a adequada formação e maturidade que permite escolher o que é melhor para si, todavia isso não anula o fato de que há que escutá-los e respeitá-los. O Estatuto da Criança e do Adolescente mostra de forma explícita que não se pode abrigar um menino ou menino de rua contra a vontade do mesmo e que os jovens devem ser escutados e suas opiniões devem ser levadas em consideração sempre que possível. 
O termo “situação de rua” foi criado para afastar o estigma negativo que expressões como “menor” e “mendigo” possuem. A situação de rua pode se dar de variadas formas. Há crianças que vivem com a família, mas durante o dia trabalham nas ruas, enquanto outras só conseguem voltar para a casa nos finais de semana. Há ainda aquelas que não possuem qualquer vínculo familiar e têm na rua o seu local de viver, dormir e trabalhar. Esses meninos e meninas de rua são expostos a diversos perigos (como estupro, trabalho forçado, vício em drogas, agressão, assassinato, etc) e não têm oportunidade de usufruir seus direitos mais básicos. Toda a sociedade é responsável por eles e deve se esforçar ao máximo para acabar com essa desumana situação. 

ATENÇÃO: É importante salientar que a família, em primeiro lugar, deve zelar por seus jovens. Caso isso não aconteça, o Estado deve suprir essa falta tendo o completo dever de tutelar de maneira digna essas crianças e adolescentes. Esse não é apenas um princípio básico, é um direito garantido por lei, ou seja, a existência de meninos e meninas em situação de rua revela o descumprimento ou ineficácia no cumprimento daquilo que é obrigação do governo e da sociedade civil.


Como lidar com a situação de rua

Ao levar em consideração que é expressamente proibido o trabalho infantil e que a rua não é um lugar adequado, em hipótese alguma, para crianças e adolescentes, toda a sociedade, ao não buscar melhorias para a qualidade de vida desses jovens, encontra-se no papel de cúmplice em violações diárias aos Direitos Humanos. É essencial que cada cidadão exija a erradicação da situação de rua e não se torne um mero espectador da desvalorização de vidas que ainda estão no início.
Ao ver uma criança ou adolescente em situação de rua (pedindo esmola, dormindo nas calçadas, fazendo uso de drogas, sendo obrigada a trabalhar e etc) é essencial notificar o Conselho Tutelar da região e exigir que a Vara da Infância e da Juventude apure o caso. Para um jovem ser abrigado, é necessária a autorização de um juiz que julgue a situação do jovem como de risco. Se nada do que foi feito gerar resultado, apele para a OAB ou Ministério Público. É de extrema importância acompanhar o caso e cobrar das autoridades competentes um envolvimento digno do que merecem as crianças e adolescentes em risco. Veja abaixo uma lista de serviços básicos que podem ser procurados.


Serviços, leis e órgãos que atendem crianças e adolescentes

* Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança

* Estatuto da Criança e do Adolescente

* Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD): é um fundo que reserva recursos a programas e políticas voltadas ao bem estar da criança e do adolescente. O FUMCAD permite que os cidadãos façam doações e dessa forma se tornem agentes ativos no resgate de crianças e adolescentes em situação de rua. O imposto de renda é a principal base de arrecadação do fundo. Clique aqui para saber mais.

* CERCA – Centro de Referência da Criança e do Adolescente: oferece assistência jurídica gratuita, investiga denúncias de maus tratos, oferece assistência psicológica e trabalha com crianças e adolescentes vitimizados de maneira a integrá-los novamente na sociedade e melhorar ao máximo sua qualidade de vida. É uma acolhida que funciona como porta de entrada para o resto do acompanhamento social. Clique aqui para se informar mais.

* CEDECA: É um órgão que orienta e atende crianças, adolescentes e suas famílias quando tais grupos estão em situação de risco. Atua nas áreas sociais, jurídicas, pedagógicas, psicológicas e recreativas. Clique aqui para ver os endereços e os contatos das diferentes unidades CEDECA em São Paulo.

* Casas de Acolhida: é um espaço comandado por serviço social em que a criança ou adolescente em situação de rua poderá viver já que o retorno para a família, tutores, etc, não podem se dar imediatamente. Nas casas de acolhida os profissionais possuem mais tempo para conviver com os jovens e proporciona-lhes tudo que é necessário para a formação dos mesmos.

* Abrigos (anteriormente chamados de orfanatos): os abrigos funcionam em grande parte como as Casas de Acolhida, mas em vez de serem estruturados por serviço social são encaminhados pelas Varas da Infância e da Juventude. São como casas em que os jovens devem viver plenamente e usufruir a vida da maneira mais próxima à estrutura familiar possível. Uma criança e adolescente é encaminhada ao abrigo por decisão judicial. Clique aqui para saber mais.

* Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA): é um órgão do governo e da sociedade civil que engloba áreas tanto burocráticas e legislativas quanto de assistência social. É um importante portal para o conhecimento de políticas públicas. Clique aqui para saber mais.

* Núcleo Sócioeducativo – NSE: espaço que atende jovens de diferentes idades (inclusive para preparação profissional) em períodos complementares ao das atividades curriculares. Realiza atividades educacionais, culturais, esportivas e recreativas. Clique aqui para se informar sobre os endereços e contatos das diferentes unidades do NSE.

* Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS): engloba diversos serviços e políticas essenciais aos jovens em situação de risco. É uma importante fonte para chegar a formas de ajuda e providências públicas. Clique aqui para saber mais.

* Programa São Paulo Protege: funciona como um grande agente na luta contra o trabalho infantil. Clique aqui para saber mais.

* Lei do Aprendiz: a lei do aprendiz reafirma que “é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos.”Sua originalidade está em definir como se dá o exercício de aprendiz, estabelecendo uma oportunidade àqueles que tem necessidade de trabalhar. Segundo a lei “os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional." Clique aqui para ver a lei na íntegra.

Conselho Tutelar: é um órgão autônomo criado pelo ECA que tem caráter público e municipal. Tem como objetivo atender crianças e adolescentes que foram ou estão sendo privados de seus direitos, não importando o motivo de tal. Há diversos Conselhos Tutelares espalhados por São Paulo e estes têm a obrigação de:

“• Receber a comunicação (obrigatória) dos casos de
suspeita ou confirmação de maus tratos; de reiteradas faltas
injustificadas, ou de evasão escolar, após esgotados os
recursos escolares; e de elevados níveis de repetência;
• Requisitar o serviço social, previdência, trabalho e
segurança, ao promover a execução de suas decisões;
atender e aconselhar os pais e responsáveis, podendo aplicar
algumas medidas, tais como encaminhamento a cursos ou
programas de orientação e promoção a família e tratamento
especializado;
• Assessorar a Prefeitura na elaboração de propostas
orçamentárias, com a finalidade de garantir planos e
programas de atendimento integrado nas áreas de saúde,
educação, cidadania, geração de trabalho e renda a favor da
infância e juventude;
• Encaminhar a notícia de fatos que constituem infração
administrativa ou penal contra os direitos da criança e do
adolescente. Incluir no programa de auxílio, orientação e
tratamento de alcoólatras e toxicômanos.”

Fonte: http://www.guiadedireitos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1051&Itemid=269



Postagem: Robson Ricardo